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Esqueça o MBA em Administração da FGV.
Esqueça os livros sobre marketing de Philip Kotler.
O caminho para o sucesso pode ser mais simples do que se imagina.
Eu mesmo encontrei um: construir um heliponto.
Não tem erro.
Segue o raciocínio.
Quais as primeiras palavras que saem da sua boca ao entrar na casa de uma pessoa muito, mas muito rica mesmo?
Deixe-me adivinhar: “caramba, a casa tem até heliponto”.
A casa pode ter três piscinas olímpicas, jardins suspensos, cascatas artificiais, ofurôs ao ar livre. Mas nada disso adianta.
O heliponto vai sempre roubar a cena.
O que muita gente não sabe, no entanto, é que o preço para se construir um heliponto é ínfimo, é ridículo, é é é, olhe, sei não viu?
Uma pesquisada rápida no google e alguns telefonemas para lojas de construções foram suficientes pra pegar a receita de um heliponto:
Dois sacos de cimento, quatro lâmpadas com bocais, uma lata de tinta e dez metros de fio. Total: cerca de 300 reais.
Então aí vai meu conselho: separe 300 reais e construa seu próprio heliponto.
Você só precisa de um espaçozinho de cerca de 20 metros quadrados.
Pode ser ali, naquele seu quintalzinho mesmo.
E mesmo que nunca tenha pousado um único helicóptero sequer,
Sua casa vai ser a mais comentada e valorizada do bairro
Imagina então quando você for anunciá-la nos classificados.
Vendo casa. Excelente heliponto, 1 quarto, 1 cozinha americana e 1 banheiro. Sem garagem.
Não dou nem cinco minutos para o telefone tocar com dezenas de propostas milionárias. Faça o teste na sua casa e comprove.
17 de jul. de 2007
26 de jun. de 2007
E se?
Daqui da sacada desse antigo casarão, olhando meus netos brincarem de alguma coisa que não existia na minha época, é inevitável a pergunta: e se?
E se eu não tivesse ido passear na praia naquele domingo de 1920?
E se eu não tivesse me virado para trás, assim, só por instinto mesmo?
E se eu não tivesse visto a Vânia justo na hora que ela mexia no cabelo com aquele jeitinho encantador?
E se a gente não tivesse ido pra cama no final de semana seguinte?
E se a gente não tivesse se casado, tido filhos e, por conseqüência, netos?
Uma coisa é certa: eu não estaria aqui, agora, olhando justamente para eles. Poderiam ser outros netos, claro, mas nunca iguaizinhos a esses.
E se em todos esses 87 anos de vida, eu tivesse tomado decisões diferentes das que acabei tomando?
Se em vez de Letras em Cuba, eu tivesse feito Engenharia em Lisboa.
Se em vez daquela moto, eu tivesse economizado para um carro.
Se em vez da prima Raquel, eu tivesse passado a mão na bunda da prima Kika.
Será que ainda assim minha tia teria me expulsado de casa?
Acredito que não. A Kika era feia, mal amada e pra completar, ainda tinha a bunda pra dentro. Eu teria feito, sim, era uma boa ação pra pobre coitada.
A dedução apesar de soar estranha, é bastante convincente:
O ser humano nada mais é do que a soma de todos “E se?” que nunca aconteceram. Um tanto pessimista, eu admito.
Assim, eu sou o cara que não fez Engenharia em Lisboa, que não comprou um carro e que não passou a mão na bunda da Prima Kika. Uffa.
É como deduzir a personalidade de uma pessoa só pelas coisas que ela joga fora. Se você encontra uma playboy da Paloma Duarte no lixo do morador do 306, por exemplo, ou ele virou frango ou…quer dizer, não tem outra possibilidade não, o cara virou frango mesmo.
E se eu não tivesse ido passear na praia naquele domingo de 1920?
E se eu não tivesse me virado para trás, assim, só por instinto mesmo?
E se eu não tivesse visto a Vânia justo na hora que ela mexia no cabelo com aquele jeitinho encantador?
E se a gente não tivesse ido pra cama no final de semana seguinte?
E se a gente não tivesse se casado, tido filhos e, por conseqüência, netos?
Uma coisa é certa: eu não estaria aqui, agora, olhando justamente para eles. Poderiam ser outros netos, claro, mas nunca iguaizinhos a esses.
E se em todos esses 87 anos de vida, eu tivesse tomado decisões diferentes das que acabei tomando?
Se em vez de Letras em Cuba, eu tivesse feito Engenharia em Lisboa.
Se em vez daquela moto, eu tivesse economizado para um carro.
Se em vez da prima Raquel, eu tivesse passado a mão na bunda da prima Kika.
Será que ainda assim minha tia teria me expulsado de casa?
Acredito que não. A Kika era feia, mal amada e pra completar, ainda tinha a bunda pra dentro. Eu teria feito, sim, era uma boa ação pra pobre coitada.
A dedução apesar de soar estranha, é bastante convincente:
O ser humano nada mais é do que a soma de todos “E se?” que nunca aconteceram. Um tanto pessimista, eu admito.
Assim, eu sou o cara que não fez Engenharia em Lisboa, que não comprou um carro e que não passou a mão na bunda da Prima Kika. Uffa.
É como deduzir a personalidade de uma pessoa só pelas coisas que ela joga fora. Se você encontra uma playboy da Paloma Duarte no lixo do morador do 306, por exemplo, ou ele virou frango ou…quer dizer, não tem outra possibilidade não, o cara virou frango mesmo.
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